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Jornalista acusa Silas Malafaia, R. R. Soares, Edir Macedo e Valdemiro Santiago

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O jornalista Luiz Cláudio Cunha escreveu um artigo crítico e direto sobre os grandes pastores tele-evangelistas brasileiros e estendeu seus pensamentos sobre a influência da teologia da prosperidade na doutrina praticada pelas igrejas neo-pentecostais.

Em seu texto, Cunha afirma que “incapaz de vender a alma ao diabo, a Rede Bandeirantes acaba de revender seu santo horário da noite para o pastor R.R. Soares”, numa menção à renovação de contrato entre a Igreja Internacional da Graça e a emissora do bairro do Morumbi, em São Paulo.

Sobre os programas religiosos na televisão, Cunha se mostra inconformado com o dinheiro empregado para que tais pastores se mantenham na televisão e critica também a sociedade, que assiste a “onda avassaladora do dinheiro que afoga a TV brasileira deste Brasil cínico que finge ser laico e imune à força econômica da religião e seus falsos profetas”.

Sobre o pastor Silas Malafaia, a quem chama de “Trovão homofóbico”, o jornalista afirma que o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo “fala muito” e “importa dos Estados Unidos especialistas nesta riqueza material”, numa referência à parceria de Malafaia com Mike Murdock.

Valdemiro Santiago não escapou das rigorosas críticas do jornalista, que o classifica de “bispo sertanejo” e afirma que o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus tem preferência por arrecadações volumosas e simples de ofertas: “o bispo sertanejo imaginou outra forma esperta de arrecadar dinheiro fácil, mas desta vez sem choro. Criou a campanha do “Martelinho da Justiça”, um pequeno, baratinho malho de madeira capaz de quebrar mandingas, maus-olhados e ‘as pedras que atravessam os seus caminhos’. A clava fajuta de Valdemiro, que despertaria a inveja do grande Thor, devia ser canonizada como a mais cara do mundo: cada oferta pelo martelinho tinha o mínimo de R$ 1 mil”.

O líder da Igreja Universal do Reino de Deus também foi alvo das observações do jornalista Luiz Cláudio Cunha, que responsabiliza o bispo Edir Macedo pelo surgimento da corrente neopentecostal adepta da teologia da prosperidade: “A primeira semente deste ostensivo neopentecostalismo brotou no Brasil com a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo”.

Sobre a teologia da prosperidade, Cunha fala sobre a capacidade de arrecadação das igrejas, motivada pela ambição de conquista dos fiéis e seus líderes: “A louvação ecumênica ao dinheiro pintado pela hipocrisia de todos os credos esclarece, em parte, a progressiva invasão destes templos cada vez mais eletrônicos, escancarados por vendilhões cada vez mais acessíveis a espertalhões cada vez mais abusados no assalto à boa fé de sempre dos desesperados. O velho evangelista Kenyon, profeta dessa cínica doutrina da prosperidade, poderia traduzir este Armagedom moral com o mantra invertido da religião de resultado que inventou: o que eu possuo, não confesso”.

A TV Globo e seu Festival Promessas não escaparam aos comentários de Luiz Cláudio Cunha, em seu texto publicado no site Sul 21. Para ele, a “conversão da Globo” se deve ao potencial do mercado evangélico brasileiro: “O olho cúpido e republicano da Globo está mirando um mercado de música gospel que o The Guardian estima em R$ 1,5 bilhão, um paraíso econômico onde se irmanam crentes, artistas, emissoras laicas, pastores, espertalhões, vigaristas e políticos de todas as crenças, devotos todos do santo dinheiro que cai do céu diretamente em seus bolsos”.

O jornalista ainda afirma que “os querubins globais sussurram nos corredores da ‘Vênus Platinada’ que os direitos de comercialização e os espaços publicitários do festival renderam à Globo algo entre R$ 35 milhões a R$ 55 milhões, o suficiente para remir muitos pecados, dúvidas e dívidas, aqui na terra e lá no céu”.

Em uma áspera crítica à participação de duas evangélicas no Big Brother Brasil, o jornalista afirma que “não se sabe ainda o tamanho do fio-dental que as duas evangélicas vão exibir na casa mais vigiada do Brasil, nem o salmo que irão recitar debaixo do edredom, cercadas por tantas câmeras indiscretas. Não deixa de ser simbólico que, cinco séculos após ser cravado nos portões da igreja de Wittenberg, o credo rigorosamente puritano e austero fundado pelo cisma de Luterano infiltre duas crentes assanhadas e iconoclastas no cenário conspícuo do programa mais ímpio da maior rede brasileira de TV aberta”.

Confira a íntegra do artigo de Luiz Cláudio Cunha:

Os vendilhões dos templos eletrônicos em tempos de espertalhões da fé

Incapaz de vender a alma ao diabo, a Rede Bandeirantes acaba de revender seu santo horário da noite para o pastor R.R. Soares, o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus. O seu ‘Show da Fé’ de 20 minutos, que começava religiosamente às 21h, agora vai durar uma hora inteira, a partir das 20h30. Não se sabe ainda quanto custou esse novo e triplicado milagre, mas pelo contrato antigo o bom pastor já pagava R$ 5 milhões mensais à Band. O vil metal falou mais alto para a TV de Johnny Saad, que anunciava a devolução do horário nobre da noite a seriados consagrados, como o 24 Horas, para concorrer com as novelas da Globo e as séries do SBT, todas com melhor audiência.

A novidade escangalhou os planos do argentino Diego Guebel, que assumiu a direção artística da Band em outubro passado com a promessa de recuperar o espaço nobre e caro da noite para atrações mais mundanas do que a prosopopeia de Soares. A bíblica derrota de Guebel na Band é apenas outro indício da onda avassaladora do dinheiro que afoga a TV brasileira deste Brasil cínico que finge ser laico e imune à força econômica da religião e seus falsos profetas. Os canais de rádio e TV são concessões públicas, supostamente alheias aos credos e seitas religiosas que transformaram estúdios, igrejas, templos e estádios em púlpitos eletrônicos cada vez mais invasivos e escancarados.

Não existe ninguém no Governo ou no Congresso brasileiros com coragem para frear essa flagrante ilegalidade, sancionada por verbas, dízimos, patrocínios e uma farta hipocrisia. A irrestrita capitulação aos padres e pastores que lideram milhões de fiéis (e eleitores) ficou escancarada na última eleição presidencial, em 2010, quando os dois principais candidatos com raízes na esquerda — Dilma Rousseff e José Serra — sucumbiram vergonhosamente à chantagem das correntes mais atrasadas das igrejas, frequentando missas e cultos com o gestual mal ensaiado de pios devotos que não sabiam nem metade da missa, nem qualquer salmo dos evangelhos. Encenaram um constrangedor teatro de conversão medida para não ofender o eleitor mais ortodoxo. Para não perder votos, Dilma e Serra caíram na armadilha do falso debate religioso sobre o aborto — um tema que um e outro, por mera consciência política ou formação acadêmica, sabem que nos países mais evoluídos não passa de um grave e secular problema de saúde pública.

A submissão das instâncias do Estado secular ao poder cada vez maior das igrejas pode ser medida pela intrusão cada vez mais descarada da fé nos meios eletrônicos do Brasil, que deturpam a concessão pública pelo proselitismo religioso vetado pela Constituição. A igreja católica brasileira agrupa hoje mais de 200 rádios e quase 50 emissoras de TV, contra 80 rádios e quase 280 emissoras de TV de oito braços do crescente ramo evangélico. É um domínio que se fortalece cada vez mais, embora adaptando seu perfil para fórmulas mais agressivas e despudoradas de avanço sobre o bolso das populações mais pobres, mais desesperadas, menos instruídas.

Comer ou dormir

Em agosto de 2011, a Fundação Getúlio Vargas divulgou o Novo Mapa das Religiões, um denso estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da FGV, com base em 200 mil entrevistas formuladas pelo IBGE em 2009 a partir de sua Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). O trabalho mostrou que o Brasil deixará de ser a maior nação católica do mundo nos próximos 20 anos, mantida a queda progressiva que sofre a Igreja no país. Ela representava 83,24% da população em 1991 e caiu para 68,43% em 2009. “As mudanças que antes ocorriam em 100 anos agora acontecem em 10. Se esta perda de 1% de católicos por ano continuar, a Igreja católica terá em 20 anos menos da metade da população brasileira”, destacou o coordenador da pesquisa, Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV.

A economia é um forte indutor desta transformação, diz Neri. Ele lembra que as chamadas ‘décadas perdidas’ de 1980 e 1990 foram demarcadas pela queda do catolicismo em contraste com a ascensão dos grupos evangélicos, especialmente seus ramos mais belicosos e vorazes — os neopentecostais. O período de 2003 a 2009, compreendido entre duas graves crises econômicas, observa uma segunda explosão evangélica, passando de 17,9% para 20,2%. A primeira explosão, ainda maior, ocorreu nas últimas seis décadas do Século 20, quando os evangélicos aumentaram seu rebanho em sete vezes: passaram de 2,6% em 1940 para 15,4% em 2000. A FGV foi buscar no alemão Max Weber (1864-1920), o pai da moderna sociologia, o fundamento teórico que explica o avanço arrebatador dos evangélicos, a partir de sua obra mais conhecida — A ética protestante e o ‘espírito’ do capitalismo, publicada em 1904-05. Ali, Weber explica o maior desenvolvimento capitalista nos países protestantes no Século 19 e a maior proporção desses fiéis entre empresários e trabalhadores mais qualificados. “A tese de Weber era que o estilo de vida católico jogava para outra vida a conquista da felicidade. A culpa católica inibiria a acumulação de capital e a lógica da dívida de trabalho, motores fundamentais do desenvolvimento capitalista”, escreve Neri.

Weber repetia um ditado da época: “Entre bem comer ou bem dormir, há que escolher. O protestante quer comer bem, enquanto o católico quer dormir sossegado”. O pensador alemão constrói seu texto em cima de máximas do inventor e calvinista americano Benjamin Franklin (1706-1790), um dos líderes da Independência dos Estados Unidos, que dizia que “tempo é dinheiro” e “dinheiro gera mais dinheiro”. Era uma notável conversão justamente aos argumentos opostos que levaram ao grande cisma do cristianismo, no início do Século 16, quando um atrevido padre agostiniano alemão, Martinho Lutero, pregou nos portões da igreja de Wittenberg as suas 95 teses que desafiavam a autoridade do Papa e quebravam a hegemonia de Roma sobre o mundo cristão. Na época, Lutero denunciava justamente o que seria o âmago da Reforma Protestante: o desvio do caminho de fé da igreja primitiva para o atalho da corrupção, da indulgência, da simonia e da luxúria de papas e cardeais rodeados de amantes e concubinas, antecessores lascivos dos bispos e padres que comem criancinhas.

Teologia do bolso

Lutero e sua radical volta às origens, estimulando o protesto aos desvios éticos de Roma e o retorno à palavra original dos evangelhos, geraram os dois termos que identificam os segmentos mais prósperos da dissidência cristã: os protestantes e os evangélicos, onde brilha sua facção mais agressiva e endinheirada — o pentecostalismo, que hoje abriga no mundo cerca de 600 milhões de seguidores, pulverizados em 11 mil seitas e subgrupos. Ali viceja sua parcela mais faustosa: a corrente neopentecostal, a que pertencem o abonado bispo R.R. Soares e seus parceiros mais ricos, os também bispos Edir Macedo, Silas Malafaia e Valdemiro Santiago, cada um chefiando sua própria seita, sempre na condição suprema de ‘apóstolos’. Todos mostram uma devoção especial pela alma e pelo bolso de seus seguidores, a quem não se acanham de pedir contribuições financeiras a que, recatadamente, chamam de ‘oferta’.

Para não atormentar ainda mais a vida de sua aflita freguesia, os quatro chefes religiosos tratam de facilitar ao máximo as ofertas financeiras. Na tela da TV de seus animados cultos, sempre se oferece o número das contas bancárias, a bandeira dos cartões de crédito ou o telefone para informações extras que permitam a oferta, rápida e facilitada. Nenhum deles fica ruborizado pela insistência do pedido de ajuda, porque todos são pios devotos da ‘Teologia da Prosperidade’, uma doutrina pecuniária que faria o velho Lutero engolir cada uma das 95 teses que vomitou contra a cupidez da velha Roma.

A ideia nasceu, evidentemente, no coração do capitalismo, os Estados Unidos, no início do Século 20. O pai dessa fé sonante é o americano Essek William Kenyon (1867-1948), um evangelista de origem metodista nascido em Saratoga, Estado de Nova York. Descobriu o milagre do rádio e plantou ali a sua “Igreja no Ar”, a ancestral eletrônica dos R.R.Soares e Malafaias da vida. Espalhou então aos quatro ventos o lema que explica as benesses divinas da fartura: “O que eu confesso, eu possuo”.

Kenyon passou o bastão da prosperidade para um conterrâneo, Kenneth Erwin Hagin (1917-2003), um jovem texano com deficiência cardíaca, que caiu de cama quando adolescente. Garantiu ter ido e voltado ao inferno e ao céu não uma, nem duas, mas três (três!) vezes. Com este desempenho singular, até para campeões de esportes radicais, o jovem naturalmente converteu-se. Dizendo-se ungido para ser mestre e profeta, Hagin garantia ter tido oito (oito!) visões de Cristo na década de 1950, além de acumular alguns passeios extracorpóreos. Tudo isso acrescido pela divina revelação de que os verdadeiros fiéis deviam gozar de uma excelente saúde financeira e que o caminho da fortuna passava, inevitavelmente, pela prosperidade de seus profetas aqui na Terra. Foi sopa no mel, e a teologia da prosperidade conquistou corações e mentes — e bolsos.

Na conta do santo

A primeira semente deste ostensivo neopentecostalismo brotou no Brasil com a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo. Três anos depois, o pastor R.R. Soares, casado com Magdalena, irmã de Macedo, saiu do ninho da Universal para fundar sua própria igreja, a Internacional da Graça de Deus, que acaba de alugar a tela do horário nobre da Band graças ao verbo divino e a verba milionária do pastor. Uma década depois, o bispo Macedo, ainda mais próspero do que o cunhado, comprou a sua própria rede de TV, a Record, hoje a segunda maior audiência do país (4,7 pontos) no horário nobre das noites de dezembro passado, embora ainda distante da Globo (13,8).

Os televangelistas brasileiros aparentemente compõem um paraíso na terra e no ar rico em mirra, incenso e ouro, muito ouro. Há tempos, quatro grupos evangélicos rondam o empresário Sílvio Santos, que topa tudo por dinheiro, na esperança de amealhar o espaço das madrugadas do SBT por módicos R$ 20 milhões mensais. Em 2009, o próprio Edir Macedo alvejou sua maior concorrente: ofertou R$ 545 milhões para alugar o espaço das madrugadas da Rede Globo para a sua Igreja. A Globo piscou, não respondeu, e o bispo voltou à carga em agosto passado, disposto a mover céus e terras. Nada feito.

A contabilidade desses pastores, pelo jeito, oscila entre o inferno e o paraíso. O bispo que oferecia milhões para comprar um naco do maior concorrente era o mesmo dono da Igreja que fazia um descarado apelo em seu blog, em abril passado, para que os fieis juntassem alguns trocados para ajudá-lo a pagar a conta salgada de seu site. Coisa miúda, apenas R$ 107.622 mensais, que o pobre bispo diz gastar com despesas mundanas como hospedagem do servidor, salário dos funcionários, água, luz e gastos administrativos da manutenção do site. “Se o Espírito Santo lhe tocar, nos ajude a carregar essa responsabilidade”, escreveu o bispo, implorando por uma doação mínima de R$ 20.

O espírito santo, aparentemente, tocou a Rede Globo. A emissora dos Marinho odeia o bispo Macedo, mas adora os evangélicos. Na véspera do Natal de 2011, 18 de dezembro, a maior rede desta vasta nação católica rasgou o hábito e transmitiu o seu primeiro evento evangélico, gravado uma semana antes no Aterro do Flamengo, no Rio. O público presente, apenas 20 mil pessoas, foi uma heresia para as ambições bíblicas da Globo, mas a fiel audiência na telinha na tarde do domingo seguinte foi uma bênção divina. Ao longo dos 75 minutos do programa, condensado de quase oito horas de gravação ao vivo (entre 14h e 21h30), apresentaram-se nove artistas no ‘Festival Promessas 2011′, sob o comando do astro global Serginho Groisman. Um dos mais festejados foi o cantor Regis Danese, 39 anos, que vendeu um milhão de cópias com um único disco gospel, “Compromisso”, o único a conquistar o primeiro lugar em rádios e TVs seculares do país e que lhe garantiu a indicação para o prêmio Grammy Latino em 2009.

A conversão da Globo

Antes desse sucesso, Danese já era consagrado como artista do “Só Pra Contrariar”, um grupo de pagode que ainda ostenta o 27º lugar do ranking brasileiro, com 8 milhões de discos vendidos. Apesar disso, com problemas no casamento, converteu-se ao protestantismo no início do século. Salvou o matrimônio com Kelly, sua parceira musical, e engordou ainda mais o bolso. O álbum “Compromisso”, que conquistou o ‘Disco de Diamante’ pela venda de 500 mil cópias em apenas quatro meses de 2008, traz o seu maior sucesso, Faz um Milagre em Mim. O jornalista Tom Phillips, do diário britânico The Guardian, anotou que, logo após sua triunfal apresentação no festival da Globo, Danese foi indagado na entrevista coletiva sobre os fundamentos deste milagre musical: “O senhor escutou a voz de Deus? O que ele disse?”, perguntavam-lhe. O ex-pagodeiro explicava e, embevecido, o isento repórter da revista Nova Jerusalém ressoava a cada resposta: “Amém. Louvado seja o Senhor!”

A genuflexão da Globo não representa uma súbita conversão da emissora ao credo evangélico da música: “A Globo não é um canal católico, e sim secular e republicano. Apenas documentamos um festival gospel por sua crescente importância na vida cultural do Brasil”, esquivou-se Luiz Gleizer, diretor da TV, ao jornalista britânico que ecoou o festival sob uma manchete embalada pela típica ironia inglesa: “O Gospel começa a dar o tom no Brasil, a casa da bossa nova”.

Os profetas da Globo não sabem entoar um único salmo, mas como os apóstolos eletrônicos da concorrência também têm um ouvido afinado pelo doce tilintar das moedas do templo. Isso não é contado nem no confessionário, mas os querubins globais sussurram nos corredores da ‘Vênus Platinada’ que os direitos de comercialização e os espaços publicitários do festival renderam à Globo algo entre R$ 35 milhões a R$ 55 milhões, o suficiente para remir muitos pecados, dúvidas e dívidas, aqui na terra e lá no céu. O grupo é dono da gravadora Som Livre e de um catálogo religioso onde brilham ídolos como o padre católico Fábio de Melo, que já vendeu quase 2 milhões de CDs pelo selo global.

O olho cúpido e republicano da Globo está mirando um mercado de música gospel que o The Guardian estima em R$ 1,5 bilhão, um paraíso econômico onde se irmanam crentes, artistas, emissoras laicas, pastores, espertalhões, vigaristas e políticos de todas as crenças, devotos todos do santo dinheiro que cai do céu diretamente em seus bolsos. O fluminense Arolde de Oliveira, deputado federal pelo PSD — aquele diabólico partido nascido da costela do prefeito Gilberto Kassab e que garante não pertencer nem ao paraíso, nem ao inferno, nem ao purgatório —, é dono da rádio 93 FM e do Grupo MK Music, que ele jura ser o maior selo de música gospel do continente. “Mais de 60 milhões de brasileiros estão direta ou indiretamente ligados à Igreja Evangélica”, lembra o deputado Oliveira. A Globo, como se vê, tem a inspiração divina e o ouvido apurado.

O festival Promessas abriu as portas de uma terra prometida para os profetas globais. No domingo gospel, a audiência da Globo subiu aos céus, dando-lhe a indulgência de miraculosos 13 pontos no Ibope (cada ponto representa 58 mil aparelhos ligados), bem mais do que os 7 humildes pontos habituais do horário. O pastor Silas Malafaia, inimigo da Universal do bispo Macedo, aproveitou e tripudiou no seu site: “A Record não acreditou nos evangélicos, a Globo acreditou e arrebentou na audiência! Enquanto a Record fala mal dos cantores e da igreja, a Globo abre espaço para o louvor e adoração a Deus”. E arrematou com um desajeitado elogio que deve ter sobressaltado as almas globais: “Quando os que deveriam abrir as portas fecham, Deus usa os ímpios para glorificá-lo”. Iluminada pela santa promessa do Ibope, a ímpia Rede Globo prepara mais três edições do sucesso gospel para 2012 — duas versões regionais e uma nacional, evitando cuidadosamente o Rio de Janeiro, que já padece a praga de um congestionamento evangélico todo santo ano.

O golpe do martelinho

Valdemiro Santiago é outro desgarrado da Universal. Depois de ser considerado um virtual sucessor de Edir Macedo, brigou com ele e saiu para fundar em 1998 a sua seita, a Igreja Mundial do Poder de Deus. Começou com 16 membros e hoje o apóstolo Valdemiro chefia mais de dois mil templos, alguns na África e em Portugal, e um jornal mensal, Fé Mundial, com tiragem de 500 mil exemplares — além de um maçante trololó diário de 22 horas na Rede 21, uma subsidiária da Rede Bandeirantes, que administra as duas horas restantes.

Sua marca registrada é um chapéu de boiadeiro, o que reforça sua imagem de astro sertanejo, que costuma ganhar espaço até no Jornal Nacional da Globo, uma devota do divisionismo que Valdemiro poderia provocar nas legiões de seu arqui-inimigo Edir Macedo. Quando enfrenta problemas de caixa, Valdemiro confia no santo gogó. Em 2010, chorou diante das câmeras de TV ao convocar 150 mil fiéis para ofertarem R$ 153, o número de peixes de um alegado milagre de Cristo. Faturou cerca de R$ 23 milhões.

Empolgado, o bispo sertanejo imaginou outra forma esperta de arrecadar dinheiro fácil, mas desta vez sem choro. Criou a campanha do “Martelinho da Justiça”, um pequeno, baratinho malho de madeira capaz de quebrar mandingas, maus-olhados e “as pedras que atravessam os seus caminhos”. A clava fajuta de Valdemiro, que despertaria a inveja do grande Thor, devia ser canonizada como a mais cara do mundo: cada oferta pelo martelinho tinha o mínimo de R$ 1 mil e Valdemiro esperava que 10 mil de seus seguidores o abençoassem com a compra do mimo, o que rechearia seu chapelão com R$ 10 milhões.

No reclame da Igreja Mundial na TV, o pastor de português trôpego, voz rouca, terno e gravata mostrava a certeza das favas divinas e muito bem calculadas: “Ainda hoje ou amanhã, na primeira hora, você vai até a agência bancária e faz esta ‘ofertinha’ de R$ 1 mil. Depois, mandaremos o martelinho pelo correio”. Para esse milagre acontecer, bastava ao crente fazer o depósito nas contas indicadas na tela e disponíveis no Banco do Brasil, Bradesco ou Caixa Econômica Federal. “De preferência no BB, como o nosso apóstolo tem nos orientado”, aconselhava o pastor, com ar compungido.

A atrevida igreja de Valdemiro já vendeu garrafinhas Pet de 400 ml com ‘água ungida’, entregues por ‘ofertas’ de R$ 100, R$ 200 ou até R$ 1.000, prometendo resultados espantosos: “Uma única gota dessa água será o suficiente para mudar a história de sua vida, para lhe abençoar de uma forma poderosa”, jurava o santo homem, escoltado por outros oito pastores calados e sisudos, todos de gravata e terno escuro. Se usassem óculos pretos iria parecer uma paródia do CQC, sem a divina graça do programa humorístico da Band que sucede o show religioso do pastor R.R. Soares nas noites da segunda-feira.

O trovão homofóbico

O bizarro merchandising da Mundial tem produzido bons resultados, pelo menos para as finanças da igreja de Valdemiro. No primeiro dia de 2012 ele inaugurou em Guarulhos, SP, a ‘Cidade Mundial’, um megatemplo de 240 mil metros quadrados e capacidade para acolher 150 mil fieis da Igreja Mundial do Poder de Deus — mais de duas vezes a lotação prevista do Itaquerão (68 mil lugares), o estádio que o Corinthians está construindo para a Copa do Mundo de 2014. Para erigir o templo, Valdemiro viu a igreja aumentar seus gastos mensais em R$ 30 milhões, prova de que o martelinho e a garrafinha são realmente miraculosos.

O pastor Silas Malafaia, chefe supremo da AVEC, sigla da associação que mantém a Igreja Vitória em Cristo, é a voz mais trovejante desse abusado mercado da fé ancorado nos fundamentos pétreos da Teologia da Prosperidade. Embora tenha os mesmos instrumentos de redenção econômica de Edir Macedo, Malafaia é um inimigo mortal do dono da Universal. Divergiram até na eleição presidencial de 2010: ele primeiro apoiou Marina Silva, depois fulminou sua opção pelo plebiscito no debate sobre o aborto (“cristão não tergiversa nesse tema”), e acabou fazendo campanha por Serra, adversário de Dilma, apoiada justamente pelo rival bispo Macedo. Malafaia é figura fácil no Congresso Nacional, em Brasília, onde veste a armadura de sua santa cruzada contra a proposta de lei que combate a homofobia: “O projeto [que garante a livre orientação sexual] é a primeira porta para a pedofilia”, reza, com a fúria dos justos. Numa entrevista a uma revista religiosa, crucificou como “idiotas” todos os pastores que, ao contrário dele, não apostam suas fichas, martelinhos e garrafinhas na Teologia da Prosperidade.

Ele não poupa a garganta e fala muito: quase todo santo dia, Malafaia se esparrama por cinco horas de programas variados em redes nacionais como CNT, Rede TV, Boas Novas e Bandeirantes e ocupa os sábados de emissoras regionais em outros 15 Estados. Seu programa se espalha pelos Estados Unidos e Canadá e, desde meados de 2010, Malafaia atinge 142 milhões de lares em 127 países da África, Ásia, Oriente e Médio e Europa, com o apoio da americana Inspiration Network, que faz a dublagem para o inglês.

Para tornar mais veraz sua pregação, às vezes importa dos Estados Unidos especialistas nesta riqueza material. No ano passado, junto com o pastor americano Mike Murdock, Malafaia lançou o projeto do “Clube de 1 Milhão de Almas”. Alma, sabem os televangelistas, custa caro. Ele pretendia arrebanhar um milhão de crentes para sua grei e seus programas de TV, mediante a ‘oferta’ (voluntária, claro) de R$ 1 mil — ou seja, um martelinho de madeira, pelo generoso chapéu do bispo Valdemiro. Na conta do lápis, uma bolada plena de R$ 1 bilhão, capaz de pagar mais do que cinco Mega-Senas da Virada, que bateu em R$ 177 milhões no réveillon de 2011. Os ofertantes ganhariam o livro 1001 Chaves da Sabedoria, do pastor Murdock, e um certificado do clube milionário, em todos os sentidos.

Para inspirar o seu rebanho, Malafaia teve a feliz ideia de colocar um contador de acessos na página da igreja para que todos acompanhassem a adesão em catadupa do milhão de almas. Algo deu errado, ou o martelinho não funcionou. Lançado em abril do ano passado, o contador da igreja Vitória em Cristo virou uma estátua de sal, como a mulher de Lot em Gênesis (19,26) e estagnou num número pífio: miseráveis 58.875 almas era a contagem de quinta-feira passada, 5 de janeiro. Um inferno de faturamento que não chegou a R$ 60 milhões, muito distante do paraíso do R$ 1 bilhão arquitetado pelo diabólico Malafaia. Faltam portanto ainda 941.125 almas para Malafaia inaugurar, sob as trombetas de Jericó, o seu clube milionário. Haja martelinho!

O supermercado da fé

O bravo Malafaia não desiste facilmente. Em 2009 ele lançou a campanha de uma Bíblia por módicos R$ 900, pouco menos que um martelinho. Era a tarifa da Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira, sacada genial de outro gênio da prosperidade, o pastor americano Morris Cerullo. Desta vez, a garrafinha deve ter funcionado, pois antes do final do ano ele viajou à Flórida, nos Estados Unidos, e lá viu se materializar, em nome da Vitória em Cristo, um jato executivo Cessna quase novo, modelo Citation Excel, pela bagatela de 12 milhões — de dólares !

Se alguém tiver alguma restrição a Bíblia, martelinho ou garrafinha, nem assim terá qualquer constrangimento para auxiliar o empreendimento celestial de Malafaia. Na sua página na Internet (www.vitoriaemcristo.org), o bom pastor dá a boa notícia de que todos podem participar de sua jornada, tornando-se seu ‘Parceiro Ministerial’, um programa de fidelidade da Igreja que arrecada fundos para manter seus programas de TV. A porta está aberta a “qualquer pessoa que receba de Deus a visão de abençoar vidas, proclamando o Evangelho por meio das mensagens do pastor Malafaia”, explica o dono do site e da igreja. Dependendo do tamanho da carteira, seu título de parceiro também cresce: o ‘Especial’ paga R$ 15 mensais, o ‘Fiel’ doa R$ 30 e o ‘Gideão’ entra na cota de sacrifício do martelinho: R$ 1 mil mensais, com direito a um exemplar por mês da revista Fiel, livros, Bíblias e um cartão para 10% de descontos nos produtos da Editora Central Gospel comprados pelo telemarketing, “desde que não esteja em promoção”.

Virar parceiro do pastor é fácil, pagar é muito mais. A organização abençoada de Malafaia trabalha com o ganhoso instrumental financeiro de uma grande loja de departamentos, como convém a este éden da prosperidade. A igreja Vitória em Cristo opera, sem preconceitos, com cartões Visa, Master, Diners, Amex ou Hipercard e tem contas abertas, sem discriminação, com o Banco do Brasil, HSBC, Bradesco ou Itaú, além de trabalhar com boletos bancários ou cheques nominais. Malafaia aceita boletos antecipados para o ano todo, mas nenhuma contribuição abaixo de R$ 15. Acima, pode.

Abobrinhas e beterraba

Agora, esse mundo dourado de riquezas, promessas, ofertas, obras e fartura vai ganhar outro e inesperado púlpito: um espaço de brilho, luzes e discussões mundanas, terrenas, insinuantes, quase lascivas. Começa na terça-feira (10/1) a 12º edição do ‘Big Brother Brasil’, o reality showda Globo que arrebata o país por 12 semanas no seu jogo canalha de perfídias, traições, intrigas e sensualidade explícitas, onde garotas curvilíneas e garotos musculosos, todos transbordantes de hormônios e carentes de neurônios, desfilam suas abobrinhas em diálogos patetas e reflexões idiotas. O jornalista Eugênio Bucci, professor de Ética Jornalística da ECA-USP e da ESPM, de São Paulo, tatuou o BBB como “o mais deseducativo programa da TV brasileira, onde a fama justifica qualquer humilhação”.

Na TV, onde nada se cria e tudo se copia, a Record também tem sua versão BBB, “A Fazenda”, com mais roupa e a mesma dose intragável de papo imbecil. A personal trainer Joana, a vencedora da versão 4 da Fazenda, que acabou em outubro passado, arrebatou R$ 2 milhões após encontrar uma beterraba premiada, entre outros sofisticados desafios intelectuais.

Apesar dessa crônica indigência, mais de 130 mil jovens brasileiros se inscreveram para o BBB12, ao longo de sete meses, filtrados em seletivas regionais em 10 capitais. É uma febre televisiva que pode parar até a maior cidade brasileira, São Paulo, onde chega a bater em 40% do Ibope, o que significa quase dez milhões de telespectadores, metade da população da Grande SP.

A vencedora do BBB de 2011, a modelo paulista Maria Helena, 27 anos, de São Bernardo do Campo, faturou um cheque de R$ 1,5 milhão ganhando o voto por telefone de 51 milhões de pessoas. Se fosse candidata a presidente em 2010, Maria Helena, capa da edição de junho de 2011 da revista Playboy, teria derrotado José Serra por mais de sete milhões de votos e perderia para Dilma Rousseff por menos de cinco milhões.

Boninho, o diretor do BBB, apimentou a receita em 2012, para horror do pastor Malafaia, infiltrando quatro homossexuais entre os doze sarados concorrentes. “Três dos quatro gays são mulheres”, adiantou o lúbrico Boninho no seu tuíter. Ele não disse, mas o programa de 2012 terá também a atração extra de duas evangélicas, a assistente comercial mineira Kelly, 28 anos, e a zootécnica baiana Jakeline, 22. O empresário Danilo Leal, 45 anos, pai de Jakeline, acha que a filha vai resistir bem ao paredão impiedoso do BBB, apesar de evangélica: “Ela não é recatada. Espero que Jakeline aproveite bem seus 15 minutos de fama e faça o pé de meia”, reza o empresário, dando sua sanção paternal para o que der e vier.

Não se sabe ainda o tamanho do fio-dental que as duas evangélicas vão exibir na casa mais vigiada do Brasil, nem o salmo que irão recitar debaixo do edredom, cercadas por tantas câmeras indiscretas. Não deixa de ser simbólico que, cinco séculos após ser cravado nos portões da igreja de Wittenberg, o credo rigorosamente puritano e austero fundado pelo cisma de Luterano infiltre duas crentes assanhadas e iconoclastas no cenário conspícuo do programa mais ímpio da maior rede brasileira de TV aberta. A explicação, certamente, não está nas páginas lambidas da Bíblia dos templos e igrejas desta terra supostamente laica, mas nas cédulas louvadas do dinheiro ungido pela graça divina e pela licença dos homens neste país tropical, que Jorge Ben resumiu como “abençoado por Deus e bonito por natureza”.

A louvação ecumênica ao dinheiro pintado pela hipocrisia de todos os credos esclarece, em parte, a progressiva invasão destes templos cada vez mais eletrônicos, escancarados por vendilhões cada vez mais acessíveis a espertalhões cada vez mais abusados no assalto à boa fé de sempre dos desesperados.

O velho evangelista Kenyon, profeta dessa cínica doutrina da prosperidade, poderia traduzir este Armagedom moral com o mantra invertido da religião de resultado que inventou: o que eu possuo, não confesso.

Fonte: Gospel + | Divulgação: Midia Gospel

Comentários 

 
+1 # Carlos 16-01-2012 12:32
Escutai vós, pois, a parábola do semeador.

Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.
O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;
Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;

E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;
Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.
Mateus 13:18-23
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+2 # Marcelo 16-01-2012 12:40
Pode até não ser conhecido, porém, falou um monte de verdade.
Só é lamentavel o fato do jornalista em questão considerar toda igreja que não seja católica uma seita, algo totalmente fora da realidade.
Me parece que ele conhece muito a cerca da história da igreja católica, então ele como um entendedor de história, saberia o
bem que a reforma protestante foi para a sociedade em geral.

Realmente, estes neo-pentecostais deturparam o evangelho de uma forma absurda, quase tanto quanto a igreja católica.

Caro Luiz Cláudio, ainda existe igrejas protestantes ou reformadas que são sérias quanto ao trabalho evangelistico, não seria uma bom você usar de
generalização, concordo que todos os nomes citados no artigo, realmente são o que deles foi falado, mas, pelo que dá pra entender nas sublinhas, para o jornalista,
todos as igrejas protestantes são um mercado da fé, o que não é verdade.

Pelo fato dele defender muito a igreja católica, talvez ele se esqueceu do fato de que a igreja mais rica do mundo, seja a igreja romana, isso porque, eles tem o seu próprio
pais-estado, não é pra qualquer um não.
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+2 # jorge luiz silva netto 16-01-2012 16:46
Claudio.Deus criou as coisas loucas para confundir as sabias,voce pode ate entender algumas coisasa nivel profissional.mais acerca da palavra deus meu amigo voce tem que ter discernimento.e isso nao e comprado em nenhuma faculdade,e dado de graca por Deus atraves do espirito santo a quem voce nao conhece.mas que pode vir a conhecer aceitando Jesus Cristo como o seu salvador.Pare de criticar s pastores,por que fazendo isto voce esta criticando o proprio Deus,pense nisto.
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+1 # Fábio r 16-01-2012 17:27
Este homem sem entendimento na parte espiritual, falou um monte de verdades, é o que está acontecendo hoje em dia, o dinheiro está sendo fonte de amargura, orgulho e contendas.Este é o preço que os crentes estão pagando. No tudo por dinheiro, pois teem que apelar, pois para ses fazer as coisas de Deus nessas igrejas tem que receber aluma coisa(dinheiro).
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+1 # Carlos 16-01-2012 18:27
Esse jornalista acaba de declarar sua imbecibilidade ao criticar o povo de DEUS. Deveria usar sua inteligencia para denunciar as coisas que estão acontecendo e prejudicando o povo Brasileiro!
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+1 # Verônica 16-01-2012 19:58
Caro amigo Cláudio Cunha, você tem razão quanto fala dos pastores acima citados, realmente eles propagam o evangelho de Cristo em nome da Teoria da Prosperidade, deturpam o verdadeiro evangelho da Salvação em troca de volumes em dinheiro. A participação de evangélicos no BBB 12, também não faz sentido, lá não é lugar de crentes, lugar de crente é a na igreja adorando a Deus. Quanto a globo, realmente ela não está preocupada com a propagação do evangelho puro e sim aproveitando para mostrar a ingenuidade de alguns evangélicos moderninhos, e denegrindo a imagem dos crentes. De qualquer forma, isso não é culpa sua, os crentes estão difamando o verdadeiro valor da salvação. Porém, você esquece de comentar sobre a fortuna que os políticos roubam descaradamente do povo, dos salários e indenizações milionárias dos juizes, dos traficantes que além de roubaram o que é nosso, ainda tiram a vida dos outros, das fianças que se pagam para não irem presos bandidos e políticos, da igreja mais rica do mundo que é a católica, porém de evangelho não tem nada, e inumeras outras coisas que se aqui citasse, não caberia neste texto. Portanto, Deus não é cego e nem ingênuo, para julgar com justiça o certo e o errado. Na colheita de Deus ele separará o joio do trigo, pois, ele é o dono da colheita. Cabe tão somente a você buscar para si o caminho certo e segui-lo com fidelidade, deixando aos outros que cada um siga aquilo que acha certo. Deus comtempla tudo, ele não dorme, e cada um receberá o galardão, segundo as suas obras. Fique com Deus e que ele te ilumine.
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+1 # edna silva do carmo 16-01-2012 20:15
Só fala da religião cristã-evangelica, agora se falar da religiao das estatuas de santos dele, aí ele se infeza,não é, se for ateu,pior ainda.---Meu filho vá se tratar, procure uma outra coisa pra fazer, porque não faz materia sobre a corrupção no Brasil, os dinheiro que os motoristas pagam quando matam alguem quando está embriagado, o dinheiro dos traficantes q os policiais pegam e somem com ele... Falar da religiaõ dos outros e fácil, fale de você mesmo!
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0 # anderson 16-01-2012 21:42
Aleluia ..Louvado seja Deus .. é verdade a biblia diz que nao é todos que dizem Senhor que herdará o reino dos céus , a biblia tambem diz sobre o joio e o trigo, mas tome cuidado senhor Claudio cunha ao mexer com a menina dos olhos de Deus, atirar pra todo o lado cuidado Deus é Amor ,mas tambem Justiça, cuidado que o Senhor continue tendo misericordias de nós.....
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0 # Leandro Jordani 17-01-2012 00:51
Sinceramente, interessante seria eu ter paciência para rebater ponto-a-ponto do que foi dito, dado o quão tendencioso foi o artigo.

Mas basicamente me incomoda nele algo que não está só no artigo, como tb em mtos comentários dos cristãos. A atração das multidões, mto combatida no pano de fundo da "teologia da prosperidade"...

A Bíblia no Novo Testamento explicita diversas vezes a existência de dois gruos distintos em torno de Jesus, os discípulos (apóstolos) e a multidão. Os primeiros estavam com Jesus por quem ele era, os outros pelo que ele fazia. Os primeiros imitando-o e sendo revestidos do poder dEle, depois da sua ressurreição difundiram a Boa Nova, a multidão cria e era salva. Os discípulos depois, depararam-se com os mesmos grupos: os próximos e a multidão... como os 5 mil q se converteram na pregaçaõ de Pedro, por exemplo.

Independente da motivação que junta essas multidões em torno desses pastores mais em voga, talvez pela arrecadação, creio q há o agir do Espírito Santo nisso tudo,...

Outro ponto é o que banaliza a inteligência do ser-humano em geral, categorizando os evangélicos, principalmente da multidão adepta da "teologia da prosperidade" como uma subcategoria intelectual o que é um absurdo...

Se há tamanha arrecadação algo está acontecendo na vida dessas pessoas, não acham? Ou são milhões de pessoas intelectualmente inferiores?

Glória a Deus por essas milhões de pessoas estarem ouvindo a Palavra de Deus, ainda que recortada enfatizando uma parte do Reino de Deus que Jesus trouxe...a da prosperidade! O Deus é o mesmo e o Espírito Santo suficiente para dar discernimento a cada um dos irmãos.

A obra é de Deus e devemos tomar cuidado ao criticarmos a obra de Deus, para não dividirmos o seu Reino nem criarmos sectarismo entre as denominações...

Fosse assim, qual denominação deteria a primazia da salvação?

Pense nas sutis e até radicais diferenças entre as muitas denominações evangélicas, nos respectivos adeptos e opine qual deles realmente detém a Verdade do Ensino de Jesus, suficiente para a SALVAÇÂO... será que essas diferenças serão maiores que o Amor de Deus? Que o sacrifício de Jesus não será o suficiente? Será que as subdivisões evangélicas estão enfraquecendo a mensagem da Boa Nova?

Agora procure ver se há o agir do Espírito na vida das pessoas, independente das denominações...porque se vc concluir que há o agir de Deus, cura, libertação, prosperidade, amor, evangelismo entre seus membros, então o Reino não está se dividindo, mas somando! E talvez a permissão de Deus, pq a Palavra fala assim, nessas mtas ramificações, seja fruto do Amor dEle para alcançar mais e mais Filhos do Homem.
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0 # Fábio r 17-01-2012 14:06
Leandro concordo com seu ponto de vista, mas o Senhor Jesus disse buscai primeiro o reino dos céus e a sua justiça, e as demais coisas vos acrescentarei.E não o inverso,muitas pessoas buscam a prosperidade e se não alcaçam acham que Deus não está nas suas vidas.
O Senhor disse que passariamos aflições e tribulações, padeceriamos necessidades, também disse que receberiamos nesta terra cem vezes tanto.Quando nós largamos o mundo e as suas concupsenciase nos convertemos, ganhamos cem vezes mais em irmãos na graça do Senhor onde nós dividimos nossos bens com os nossos irmãos.
E as pessoas esquecem o principio e a pureza cristã, se desviando da verdade e colocando em risco a sua salvação, e criticamos aqueles que ensinam erradamente, porque darão conta no juizo.
Ainda ninguém está condenado, só que o amor encoberto não vai despertar ninguém para servir a Deus em Espirito e verdade, mas de vez em quando a repreensão aberta é de grande Valia para despertar quem está dormindo.
O seu comentário é de grande valia para que eu não seja demasiado.Te agradeço muito pelo conselho. voce vai notar que quando nós juntamos as coisas a balança não penderá nem para um lado nem para outro, nem com duas mediadas, mas com justiça.
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0 # silas de oliveira 17-01-2012 23:31
Este pobre e obscuro Jornalista, queria em muito estar onde esta estes pastores que ele criticou.
Ele tem que saber que a Inveja mata.
Voltando ao assunto: Falou Ele algumas verdades, só pecou em colocar todos os Evangélicos crentes verdadeiros no mesmo saco.
Eu acho que ele esqueceu, de falar na igreja romana, que Ele diz Igreja católica Brasileira, ele esqueceu de falar da Aparecida , do cangaceiro Padim Cicero, e de outras mazelas de idolatria e comercio,
Tenho o pensamento de que este jornalista é o Jean Willis enrustido.
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0 # Aldo 18-01-2012 09:17
Ué.... apesar de não ter lido atentamente, linha por linha, não vi nenhuma palavra ao fantástico Padre Marcelo que com certeza vende muito mais do que todos os mencionados acima.... por quê???
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0 # grfurtado 18-01-2012 18:17
meias verdades
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0 # Ricardo 18-03-2012 13:12
Materia escrita por um alienado que se acha entendido do Reino de Deus. Será plausível dizer que todo jornalista é charlatão e todo professor é ignorante... converter-se ao evangelho de Jesus Cristo sem duvida é a melhor decisão da vida de um ser humano
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+1 # Balthazar Gama 26-12-2013 21:17
Artigo corretíssimo no que toca a escandalosa exploração financeira pelas religiões, em geral, e pela Rede Globo de Televisão,. A Rede Globo,, como é uma empresa comercial, sem nenhuma responsabilidade para com o verdadeiro Deus, é até compreensível que vise lucros, lucros e lucros. Quanto as religiões, em geral, elas já estão com os dias contados. Como grupo, a religião falsa já foi julgada por Deus, que muitíssimo em breve, a destruirá. Apocalipse 17:16,17; deixa claro, que Deus porá no coração dos elementos políticos e militares das Nações Unidas, a ideia de expor todos os erros da religião falsa, mundial, ao longo dos séculos, destruí-la completamente e se apossar de todos os seus bens. Mas, eles nada poderão fazer contra o verdadeiro povo de Deus, porque estão livres de acusação, e porque, mesmo incitados pelo governante deste mundo, Satanás, o Diabo, junto com os seus demônios, as Testemunhas de Jeová tem o apoio e a proteção do único Deus verdadeiro, Jeová, que os salvará, milagrosamente, assim com salvou os israelitas, quando abriu o Mar Vermelho, permitiu que atravessassem em solo seco e, finalmente afogou no mar, o Faraó do Egito e seu poderoso exército. O mesmo ele fará na sua guerra do grande dia, a guerra do Armagedom. Mas, porque afirmamos que as Testemunhas de Jeová é a verdadeira religião e que só os seus membros praticam a adoração pura, hoje? Ora, qual é a única religião do mundo que produz frutos excelentes, tais como, 1 - Amor entre si , 2 -. Profundo respeito pela inteira Palavra inspirada de Deus, a Bíblia. 3 - Santificação do nome de Deus, Jeová. 4 - Pregam o reino de Deus. 5 - Não fazem parte do mundo, governado por Satanás. 6 - Não aprendem a guerra nem vão a guerra para matar o seu próximo e até os membros de sua própria religião. 7 - Não cobram dízimos, não fazem coletas, não exigem ofertas, não vendem produtos e serviços religiosos e não assalariam os seus ministros por serviços religiosos, construção, reforma e manutenção dos seus locais de adoração, já que todos são voluntários alegres em tudo o que está relacionado com a promoção dos interesses do reino e com a divulgação da adoração pura e verdadeira na localidade. Assim como há cerca de quarenta sinais que identificam os nossos dias como sendo os "últimos dias" deste atual sistema de coisas, todos os sinais se cumprindo simultaneamente, mostrando que o fim pode vir a qualquer momento, há, também, cerca de quarenta provas de que as Testemunhas de Jeová, de fato, é o povo que Deus profetizou que tiraria de todas as nações para levar o seu nome e pregar o seu reino no tempo do fim.. Desejando conhecer os sinais do iminente fim do atual sistema de coisas e as outras provas de que a religião pura e verdadeira, do ponto de vista de nosso Deus e Pai, Jeová, são, realmente, as Testemunhas de Jeová, acesse o site ,,,jw.org ou o Mural https://,,,facebook.com/balthazarmgama. (Isa. 43:10,12; Mat. 6:9,10; 10:8. 24:14; 28:19,20; João 13:34,35; 17:3,6;14,16,17;26: Atos 15:14,17; 2 Cor. 9:7; 1 Tim. 2:4; 2 Tim. 3:16,17; 1 João 5:19)
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0 # manoel qb 01-05-2014 20:25
APOIO incondicional ao nobre jornalista, esses LOBOS EM LOBO DE CORDEIRO alienam a classe C/D/E arrancando o pouco e suado dinheiro que deveriam provir sua dura realidade social. Praticam essa hipnose coletiva a fim de mergulhar na "moedas" como o pato do WD. Nem mais se dão ao trabalho de se defender, ainda com as mentiras, desses brilhantes textos. Somente pobres e ou alienados se dispões e se rendem a essa CORJA...ô Nação sofrida e carente...até quando...
que DEUS o proteja amigo jornalista, e...ó cuidado para não ser morto por eSSES.
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0 # manoel qb 01-05-2014 20:31
p.s.: também, amigo jornalista, esqueceu de mencionar essa alienação da rede Globo e Record ao povo Brasileiro, ao Pe Marcelo, Antonio e outros que tenho nojo de escrever os nomes.
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0 # anônimo 16-07-2014 11:19
Primeiro:ninguém obriga ninguém a dar oferta.segundo::ninguém se aproveita de pessoas mais humildes. Porque ja vi gente que mora em barraco de tabuá.não abri a mão nem para comprar rémedio pra mãe que estava doente.terceiro é porque é "igreja "se fosse "boate "ninguem ia falar mal ....vão ver se eu estou lá na esquina....
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