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Sangue de santo volta a se liquefazer “misteriosamente” na Itália

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Notícias Gospel Sangue de santo volta a se liquefazer “misteriosamente” na Itália | Noticia Evangélica Gospel

Fieis tentam tocar ampola com o suposto sangue do santo carregada pelo cardeal de Nápoles, Crescenzio Sepe. O sangue de São Genaro, padroeiro de Nápoles, voltou a se liquefazer misteriosamente nesta quarta-feira na catedral desta cidade do sul da Itália, onde milhares de fiéis estavam presentes para assistir ao "milagre".

O cardeal de Nápoles, Crescenzio Sepe, mostrou o sangue de São Genaro em duas pequenas ampolas. O anúncio da liquefação do sangue, interpretado como um sinal positivo para a cidade, foi saudado com aplausos pelos crentes.

O "milagre" costuma acontecer três vezes ao ano: 19 setembro, dia de São Genaro, decapitado no ano 305, no primeiro final de semana de maio e em 16 de dezembro, data do aniversário da erupção do vulcão Vesúvio em 1631, que se acalmou com as orações dos fiéis de São Genaro.

A liquefação do sangue do santo napolitano suscita dúvidas e polêmicas no mundo científico. "Trata-se simplesmente de um composto químico feito a base de ferro, preparado na Idade Média, e que se mantém sólido se não for mexido e assume estado líquido quando agitado", explicou a astrofísica italiana Margarita Hack há alguns anos.


História de San Gennaro
Por volta do ano de 305, San Gennaro era diácono da igreja da cidade de Miseno Sosio e depois foi Bispo em Benevento, cidade da região de Campânia, próxima a Nápoles (Italia), quando sofreu perseguição por parte do imperador romano Diocleciano. A tradição conta que o Santo foi reconhecido e preso pelos soldados do governador de Campânia quando se dirigia à prisão para visitar os cristãos detidos, sendo morto decapitado.

Como era costume nos martírios da época, os cristãos recolheram um pouco do sangue de San Gennaro numa ampola de vidro para ser colocada diante de seu túmulo, sendo, após isso, sepultado numa estrada entre Pozzuoli e Nápoles.

Em 413 seu corpo foi transferido para as catacumbas napolitanas na Colina Capodimonte. Mais tarde, foi novamente removido para Benevento (Abadia de Montevergine) e por fim, no ano de 1492, seus restos mortais foram transferidos para Nápoles, por ordem do Arcebispo Alessandro Carafa.

Já no ano de 472 da Era Cristã, os cristãos buscavam a ajuda de San Gennaro. Naquela feita, o estrago da erupção do Vesúvio prometia ser catastrófico. Aturdidos com a perspectiva, os napolitanos correram para o túmulo de San Gennaro e, de mãos juntas, rogaram proteção ao mártir cristão. Milagrosamente, as lavas estacionaram às portas de Nápoles, poupando-lhe o mesmo destino trágico de Pompéia.

Desde 1608, os restos mortais encontram-se na Capela do Tesouro, em cumprimento da promessa feita pelos napolitanos em 1527, por ocasião de uma peste que assolou a região, mas Nápoles foi preservada pelo Santo. Também em duas outras ocasiões San Gennaro protegeu a cidade : na cólera que assolou a região em 1884 e na erupção do Vesúvio em 1631.

Desde aquele ano, o culto a San Gennaro só tem aumentado. Especialmente em maio e setembro, quando o napolitano ruma em massa para o Duomo, a histórica catedral onde está guardado o frasco com o sangue coagulado do santo.

A devoção a San Gennaro é conhecida no mundo inteiro pela liquefação do sangue do bispo mártir, que ocorre três vezes por ano: no sábado que precede o 1º domingo de maio; no dia 19 de setembro que é a festa do Santo e em 16 de dezembro, aniversário da erupção do Vesúvio em 1631.

A ocorrência, que vem sendo verificada desde 1389, consiste na passagem do sangue de San Gennaro do estado sólido para o estado líquido, perdendo no peso e aumentando no volume.

Existem uns 5 mil processos, que confirmam o fenômeno, inclusive a declaração de Montesquieu, que assistiu duas destas liquefações em 1728.

Em 1902, o conteúdo das ampolas foi submetido a exame electroscópio diante de testemunhas e o cientista Sperindeo declarou que não há dúvida de que se trata de sangue humano que, uma vez coalhado, não perde o estado sólido. São 600 anos de fé, superstição e ceticismo, que acompanham o mistério dos milagres do sangue do padroeiro de Nápoles e da Mooca.

Acreditam os fieis que quando o sangue do mártir não se liquefaz, sempre ocorre uma catástrofe, como aconteceu no caso de várias epidemias em Nápoles, nas várias perigosas erupções do Vesúvio e no começo da 2ª Guerra Mundial. Essas ocorrências são motivos suficientes para orarmos com muita fé para que o sangue de San Gennaro se liquifique agora em setembro...

Fonte: Blog do Jonildo Gloria | Divulgação: Midia Gospel