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Bem-vindo ao meu mosteiro

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Não tenho o hábito de ler blogs. E por uma razão bem pós-moderna: a tirânica falta de tempo. Raramente paro o que estou fazendo para ler textos alheios aos livros ou aos trabalhos que me aguardam – impacientes. Por isso, quando o médico me recomendou como ferramenta antiestresse que criasse um blog e assim desse vazão aos meus pensamentos…só pude fazer uma careta. Uma careta em nada diferente das que minha filha faz quando a obrigo a sorver um xarope amargo. Todavia o médico sabe o que diz, creio num ato de fé. Imaginei que ele fosse me receitar um rivotril ou coisa que o valha, mas não: “Faça um blog, ponha seus pensamentos pra fora”. Não se fazem mais médicos como antigamente. Muito menos medicamentos. Mas decidi acatar sua sugestão, mesmo sendo heterodoxa – afinal é ele o sacerdote de Hipócrates e eu, um reles mortal. Vá lá então, que seja.

Meu Deus, mais um blog na face da Terra! Decidi, então, por puro respeito aos que aqui entrarem, que este blog não será um espaço barulhento: será um mosteiro. Neste canto silencioso da cyberesfera deixarei a pena escrever apenas para permitir que minhas reflexões e meus pensamentos reverberem para mim mesmo e para Deus, como um monótono canto gregoriano. Nos tempos antigos, os campesinos costumeiramente ouviam as vozes dos monges, que tomavam o ar ao redor dos monastérios medievais. Talvez com este blog aconteça o mesmo e meus devaneios respinguem em quem estiver em volta. Talvez o que aqui escreva encontre abrigo no teu coração. Talvez te convide a compartilhar de minhas reflexões silenciosas. Mas meu objetivo maior é tornar este blog um espaço terapêutico dos ecos da minha alma. Por isso, não se preocupe: não vou ficar insistindo que você entre aqui, nem incomodarei ninguém no twitter ou no facebook, implorando que leia minhas palavras. As depositarei aqui e, aqueles que assim desejarem, poderão observá-las e, então, saboreá-las ou rejeitá-las.

Não pretendo que este blog seja apologético, embora certamente vá expressar minha visão sobre os absurdos que vêm acontecendo na Igreja. Também não desejo fazer um blog teológico, a despeito de a teologia e as coisas de Deus correrem nas minhas veias e ocuparem a maior parte dos meus pensamentos. Não será um blog poético, certamente, até porque já há por aí pastores-poetas em excesso distorcendo as Escrituras Sagradas com base em poesias (e, devo reconhecer, meus talentos poéticos são extremamente limitados). Tampouco será um blog panfletário, apesar de sem dúvida abrigar convicções firmes. Naturalmente será um blog reflexivo, pois em meu mosteiro silencioso há espaço de sobra para pensamentos desvairados. De qualquer modo, será uma extensão daquilo que chamo de “meu eu oculto”.

No dia em que eu partir desta terra sei que a traça e a ferrugem vão carcomer estas linhas. Este mosteiro se tornará mais uma edificação descascada na poeira do tempo, ruínas que não entrarão para a história. Mas, até lá, quem sabe possamos trocar boas – ou más – ideias por aqui. E se de algum modo o brilho eterno desta mente sem lembranças tocar você, sinta-se convidado a passear comigo pelos átrios do meu mosteiro. Por aqui haverá um pouco daquele cheiro de mofo típico mas também um pouco daquela paz que só quem já visitou as dependências de uma casa de oração e reflexão conhece. É assim a minha mente. É assim que será o monastério das minhas ideias.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Autor: Mauricio Zágari
Fonte: http://apenas1.wordpress.com