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Ensino Bíblico para o Crente

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2Tm 2.2 “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”.

A igreja tem a responsabilidade de salvaguardar a verdadeira e original doutrina bíblica que se acha nas Escrituras, e transmití-la aos fiéis sem transigência nem corrupção. Fica subentendida, assim, a necessidade do ensino bíblico na igreja.

(1) A Bíblia menciona as seguintes razões para o ensino bíblico, ou teológico, quer no lar, na igreja ou na escola: (a) transmitir o evangelho de Cristo a crentes fiéis, para que conheçam (2Tm 3.15; ver Jr 2.8 nota), guardem (2Tm 1.14 nota), e ensinem a verdadeira fé bíblica (1Tm 4.6,11; 2Tm 2.2) e a santidade de vida (ver Rm 6.17 nota; 1Tm 6.3); (b) demonstrar aos estudantes a necessidade primacial de “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (ver Jd 3 nota), e dar-lhes os meios pelos quais possam defendê-la contra todas as teologias falsas (ver At 20.31 nota; Gl 1.9 nota; 1Tm 4.1 nota; 6.3-4; Tt 1.9; ver o estudo FALSOS MESTRES); (c) guiar os estudantes ao crescimento contínuo no caráter mediante “a doutrina que é segundo a piedade” (1Tm 6.3; cf. Js 1.8; Sl 1.2,3; 119.97-100; Mt 20.28; Jo 17.14-18; 1Ts 4.1; 1Tm 1.5 nota; 4.7,16; 2Tm 3.16); (d) preparar os estudantes para fortalecer outros crentes e levá-los à maturidade espiritual de modo que juntos possam refletir a imagem de Cristo no lar, na igreja local e no corpo de Cristo em geral (Ef 4.11-16); (e) levar os estudantes a uma compreensão e experiência mais profunda do reino de Deus na terra e seu conflito contra o poder de Satanás (Ef 6.10-18; ver o estudo O REINO DE DEUS); (f) motivar os estudantes através das verdades eternas do evangelho, a dedicar-se sem reservas à evangelização dos perdidos e à pregação do evangelho a todas as nações no poder do Espírito Santo (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20); (g) aprofundar a experiência que os estudantes têm do amor de Cristo, da comunhão pessoal com Ele e do dom do Espírito Santo (Jo 17.3,21,26; Ef 3.18,19), exortando-os a seguir a orientação do Espírito Santo que neles habita (Rm 8.14), a levá-los ao batismo no Espírito Santo (ver At 2.4; ver o estudo O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO), e ensinando-os a orar (Mt 6.9 nota), a jejuar (Mt 6.16 nota) e a adorar, enquanto aguardam o bendito aparecimento de Jesus Cristo com o fervor espiritual dos santos do NT (2Tm 4.8; Tt 2.13).

(2) Esses propósitos do ensino bíblico deixam claro que ele deve ser administrado somente por aqueles que em tudo são leais às Escrituras como a Palavra de Deus plenamente inspirada (2Tm 1.13,14; ver Ed 7.10 nota; ver o estudo A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS), bem como ao Espírito Santo e seu ministério de verdade, de justiça e de poder (1.14).

(3) Note-se que o autêntico ensino bíblico enfatiza um viver santo (i.e., conhecer a santidade, ser santo e proceder santamente), e não apenas ter uma mera compreensão das verdades ou fatos bíblicos. As grandes verdades reveladas nas Escrituras são verdades redentoras e não acadêmicas; são questões que envolvem a vida ou a morte, exigem uma resposta e decisão pessoal, tanto do mestre quanto do discípulo (Tg 2.17; ver Fp 1.9 nota).



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