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Cabo Bruno enviou cartas pedindo perdão às famílias das vítimas, diz viúva evangélica

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A viúva de Cabo Bruno, o exterminador de mais de 50 pessoas que se converteu ao Evangelho na cadeia e foi assassinado, disse que ele havia enviado cartas pedindo perdão às famílias das vítimas. Dayse França, 46 anos, cantora evangélica e pastora da igreja Pentecostal Refúgio de Cristo, na zona oeste do Rio, falou em entrevista ao Fantástico que o ex-PM queria pedir perdão ao parentes de quem ele tirou a vida, mesmo que eles não aceitassem. “Ele precisava do perdão. Algumas perdoaram, retornavam com cartas dizendo que perdoavam. Algumas mandavam ele para o inferno, diziam que não queriam saber,” disse ela.

Florisvaldo de Oliveira, o nome verdadeiro do Cabo Bruno, aceitou a Cristo depois de viver um tempo atormentado na cadeia. Segundo a mulher, aos 21 anos, ele tinha pesadelos com o demônio e foi nessa época que ele teria se convertido. Ele ganhou respeito como líder religioso dentro da prisão.

Florisvaldo se tornou pastor na mesma igreja da esposa no começo do mês passado. Ele pregava aos fieis sobre a sua mudança e como havia se arrependido dos crimes. “Eu achava que tinha o poder da morte nas mãos para decidir quem deveria viver e quem deveria morrer”, disse ele durante um culto antes de sua morte. Dayse disse que o Cabo Bruno admirava o ator Charles Bronson que atuou em “Os Doze Condenados”, achando que deveria fazer justiça com as próprias mãos.

Florivaldo foi preso acusado de chefiar um grupo de extermínio em São Paulo na década de 80, ficando conhecido como um dos maiores matadores do Brasil. Ele, entretanto, disse à esposa que não havia esquadrão da morte, mas que era ele sozinho que exterminava as pessoas.

Na última quarta-feira, Cabo Bruno foi executado com cerca de 20 tiros, aos 53 anos, quando voltava de um culto, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Dayse estava com ele e mais três parentes no carro ao chegar em casa. Os dois atiradores fugiram. Ele havia ganho liberdade em agosto, depois de cumprir uma pena de 27 anos na cadeia. Suspeitas são de que o assassinato foi resultado de uma vingança.

Cabo Bruno seguia uma rotina de missionário viajando de um lugar para outro com sua esposa, para pregar a Palavra. Nos últimos dias, ele como pastor, realizava cultos nas cidades do Vale do Paraíba. “Eu conheci um homem maravilhoso”, testemunha Dayse.

Em uma cerimônia ele falou sobre crimes do passado e disse que era um novo homem. “Como pode, depois de tudo que este homem fez, de toda a barbárie que ele cometeu. Como pode Deus perdoar uma pessoa desta forma? A única coisa que eu sei é que o nosso Deus é um Deus de misericórdia, é um Deus de perdão.”

“Eu creio em milagres, porque eu sou um milagre!” Dayse diz que de uma coisa ela tem certeza: "com 21 anos de Evangelho, hoje eu posso dizer que ele está com o Senhor". Ainda não há suspeitas de quem teria assassinado o ex-policial, de acordo com a Polícia. Nos próximas dias uma reconstituição será feita para ajudar nas investigações.

Fonte: The Christian Post | Divulgação: Midia Gospel

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